Manutenção preventiva ou corretiva: qual é a melhor escolha para o condomínio?

A manutenção faz parte da rotina de qualquer condomínio. Elevadores, bombas, portões, sistemas elétricos, equipamentos de segurança, áreas de lazer e a própria estrutura do edifício precisam ser acompanhados para preservar seu funcionamento, segurança e desempenho.

Nesse contexto, dois conceitos aparecem com frequência: manutenção preventiva e manutenção corretiva. Embora tenham objetivos diferentes, ambas são importantes para a conservação do patrimônio.

A manutenção preventiva busca prevenir problemas e reduzir a possibilidade de falhas. Já a corretiva é realizada quando um defeito ou falha já foi identificado e precisa ser solucionado.

Para uma gestão condominial eficiente, a questão não deve ser escolher exclusivamente entre uma ou outra. O ideal é estruturar um planejamento que priorize a prevenção, sem deixar de estar preparado para situações que exigem intervenções corretivas.

O que é manutenção preventiva em condomínios?

A manutenção preventiva em condomínios consiste na realização planejada de inspeções, verificações, ajustes, limpeza, substituições e outros serviços antes que um problema comprometa o funcionamento de um sistema ou equipamento.

A ideia é acompanhar as condições da edificação e agir de forma antecipada, considerando as características do condomínio, as orientações dos fabricantes, os manuais de uso e manutenção e as recomendações técnicas aplicáveis.

Um exemplo simples é a manutenção periódica de um elevador. Em vez de esperar que o equipamento apresente uma falha e deixe de funcionar, são realizadas verificações e intervenções programadas para preservar suas condições de operação.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado a diversos elementos do condomínio, como bombas, sistemas elétricos, portões, equipamentos de segurança, instalações hidráulicas e áreas comuns.

A ABNT NBR 5674 estabelece requisitos para a gestão do sistema de manutenção de edificações e prevê que o programa considere atividades, periodicidade, responsáveis, documentos de referência e recursos necessários.

Por isso, a manutenção preventiva não deve ser entendida apenas como uma lista de serviços. Ela faz parte de um sistema de gestão da manutenção, que precisa ser planejado, acompanhado e atualizado.

O que é manutenção corretiva em condomínios?

A manutenção corretiva é realizada depois que uma falha, defeito ou problema é identificado.

Nesse caso, a intervenção tem como objetivo corrigir a situação e restabelecer o funcionamento adequado do equipamento, sistema ou componente afetado.

Um exemplo é quando o portão de acesso ao condomínio apresenta uma falha e precisa de reparo. Outro caso seria uma bomba que deixa de funcionar e necessita de conserto ou substituição de algum componente.

A manutenção corretiva pode ser planejada ou emergencial.

Quando um problema é identificado durante uma inspeção, por exemplo, pode ser possível programar o reparo antes que ele provoque uma interrupção mais grave. Já uma falha inesperada que comprometa imediatamente a segurança ou o funcionamento de uma estrutura pode exigir uma intervenção emergencial.

Por isso, a manutenção corretiva não significa necessariamente falta de planejamento. Mesmo um condomínio com um bom programa preventivo poderá precisar realizar reparos ao longo do tempo.

O objetivo da prevenção é reduzir a ocorrência e a gravidade das falhas, e não eliminar completamente a necessidade de manutenção corretiva.

Principais diferenças entre manutenção preventiva e corretiva no condomínio

A principal diferença está no momento em que cada tipo de manutenção acontece.

A manutenção preventiva é programada antes da ocorrência de uma falha. Ela trabalha com inspeções, acompanhamento e intervenções periódicas para preservar o desempenho dos sistemas.

A manutenção corretiva, por outro lado, acontece depois da identificação de uma falha ou anormalidade. Seu objetivo é solucionar o problema e recuperar as condições adequadas de funcionamento.

Na prática, as duas possuem funções complementares.

Um condomínio que realiza somente manutenção corretiva tende a ficar mais exposto a situações inesperadas, interrupções de serviços e despesas que não estavam previstas no orçamento.

Já um condomínio que mantém um planejamento preventivo consegue acompanhar melhor a condição dos seus equipamentos e identificar determinadas necessidades antes que se transformem em problemas maiores.

Isso não significa que toda manutenção corretiva pode ser evitada. Os equipamentos possuem vida útil, podem apresentar defeitos e estão sujeitos ao desgaste natural.

A diferença está em como o condomínio se prepara para lidar com essas situações.

Qual a importância de realizar manutenção preventiva nos condomínios?

A manutenção preventiva contribui para preservar o patrimônio e reduzir os riscos associados à deterioração dos sistemas e componentes da edificação.

Um dos principais benefícios é permitir que o condomínio tenha maior previsibilidade sobre as intervenções necessárias. Em vez de lidar apenas com emergências, a gestão consegue organizar serviços de acordo com prioridades, periodicidades e disponibilidade orçamentária.

Entre os benefícios estão:

  • maior segurança para moradores, funcionários e visitantes;
  • preservação das áreas e equipamentos;
  • redução do risco de falhas inesperadas;
  • melhor planejamento financeiro;
  • maior previsibilidade das despesas;
  • preservação do desempenho dos sistemas;
  • identificação antecipada de problemas;
  • melhor organização dos registros de manutenção.

A própria NBR 5674 estabelece como finalidade da gestão da manutenção preservar as características originais da edificação e prevenir a perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos e componentes.

Além disso, a documentação é uma parte importante do processo. Registros de inspeções, contratos, serviços realizados, ocorrências e planejamento ajudam a acompanhar o histórico da edificação e a orientar decisões futuras.

Principais exemplos de manutenção preventiva e corretiva em condomínios

A manutenção preventiva e corretiva pode envolver praticamente todos os sistemas e equipamentos que fazem parte da infraestrutura do condomínio.

Entre os exemplos de manutenção preventiva, estão:

  • inspeção e manutenção de elevadores;
  • verificação de bombas hidráulicas;
  • manutenção de portões e sistemas de acesso;
  • inspeção de instalações elétricas;
  • manutenção de sistemas de combate a incêndio;
  • limpeza e conservação de caixas d’água;
  • manutenção de piscinas e equipamentos associados;
  • inspeção de telhados e coberturas;
  • manutenção de sistemas de iluminação;
  • cuidados com áreas comuns e equipamentos de lazer.

Já a manutenção corretiva pode ocorrer quando há:

  • quebra de equipamentos;
  • vazamentos;
  • falhas em bombas;
  • problemas em portões;
  • defeitos em sistemas elétricos;
  • infiltrações;
  • falhas em sistemas de iluminação;
  • danos em componentes das áreas comuns.

É importante destacar que a periodicidade e o procedimento adequado variam conforme o equipamento, sistema, idade da edificação, intensidade de uso e orientações técnicas.

Por isso, não existe um único cronograma que possa ser aplicado da mesma forma a todos os condomínios.

Quando deve ser realizada manutenção preventiva em condomínio?

A manutenção preventiva deve ser realizada de acordo com um programa de manutenção elaborado para as características específicas do condomínio.

Esse planejamento deve considerar fatores como idade da edificação, sistemas existentes, intensidade de utilização, características dos equipamentos, orientações dos fabricantes e informações disponíveis nos manuais de uso, operação e manutenção.

A NBR 5674 prevê que o programa de manutenção seja atualizado periodicamente e considere, entre outros aspectos, a tipologia e complexidade da edificação, o regime de uso, os sistemas e materiais, a idade da construção e os registros das inspeções.

Assim, a pergunta não deve ser apenas “de quanto em quanto tempo fazer manutenção?”, mas também “qual manutenção precisa ser feita, em qual sistema, com qual periodicidade e por quem?”

Para alguns equipamentos, o próprio fabricante estabelece intervalos específicos. Em outros casos, podem existir exigências legais, regulamentares ou normas técnicas que precisam ser observadas.

Também é importante diferenciar manutenção preventiva de inspeção. A inspeção ajuda a identificar as condições de determinado sistema ou componente, enquanto a manutenção envolve as intervenções necessárias para preservar ou recuperar seu desempenho.

Manutenção preventiva X Corretiva: qual é a melhor opção para o condomínio?

A melhor estratégia não é escolher uma modalidade e abandonar a outra.

Para o condomínio, o mais adequado é manter uma gestão de manutenção predominantemente preventiva, sem deixar de realizar as intervenções corretivas quando elas forem necessárias.

A prevenção permite acompanhar a condição dos sistemas e planejar serviços. A manutenção corretiva, por sua vez, é indispensável para solucionar falhas que já ocorreram ou problemas identificados durante inspeções.

Imagine, por exemplo, que uma inspeção identifique desgaste em um componente de um equipamento. O condomínio pode programar a substituição antes de uma falha completa. Nesse cenário, a manutenção corretiva pode até ser necessária, mas acontece de maneira planejada.

Por outro lado, uma falha inesperada pode exigir atendimento imediato, independentemente da qualidade do planejamento preventivo.

O principal objetivo, portanto, é evitar que a manutenção do condomínio seja conduzida exclusivamente pela urgência.

Uma gestão eficiente acompanha os equipamentos, registra ocorrências, estabelece prioridades e considera os custos de manutenção no planejamento financeiro.

Como fazer um plano de manutenção preventiva

O primeiro passo para elaborar um plano de manutenção preventiva é conhecer a estrutura do condomínio.

É necessário identificar os principais sistemas, equipamentos e componentes que precisam de acompanhamento, além de reunir os documentos e informações disponíveis sobre eles.

O planejamento pode considerar:

1. Levantamento dos sistemas e equipamentos

Liste elevadores, bombas, portões, sistemas elétricos, equipamentos de segurança, piscinas, sistemas de combate a incêndio e demais estruturas relevantes.

2. Consulta aos manuais e orientações técnicas

Os manuais de uso, operação e manutenção e as orientações dos fabricantes são importantes para definir procedimentos e periodicidades.

3. Definição das atividades

Determine quais inspeções, verificações, limpezas, ajustes e demais serviços precisam ser realizados.

4. Estabelecimento da periodicidade

Defina a frequência de cada atividade de acordo com as características do sistema e as orientações técnicas aplicáveis.

5. Definição dos responsáveis

Registre quem será responsável pelo acompanhamento e pela execução de cada serviço. Dependendo da atividade, pode ser necessária a contratação de empresa ou profissional especializado.

6. Planejamento financeiro

Inclua os custos previstos no planejamento do condomínio, evitando que serviços importantes sejam adiados por falta de previsão orçamentária.

7. Registro dos serviços realizados

Mantenha histórico das inspeções, manutenções, ocorrências, contratos e intervenções realizadas.

8. Acompanhamento e atualização

O plano não deve ser um documento estático. As informações precisam ser atualizadas conforme a condição da edificação, mudanças nos equipamentos e resultados das inspeções.

A NBR 5674 reforça a importância de manter registros e informações que permitam acompanhar o planejamento e a execução da manutenção, inclusive sob os aspectos cronológico e financeiro.

Com um plano estruturado, o condomínio consegue sair de uma postura predominantemente reativa e passar a administrar a manutenção de maneira mais organizada.

Conclusão

A manutenção preventiva e a manutenção corretiva têm papéis diferentes, mas igualmente importantes na gestão de um condomínio. Enquanto a primeira busca antecipar necessidades e preservar o desempenho da edificação, a segunda atua na correção de falhas e problemas identificados.

Por isso, a melhor escolha para o condomínio não é optar exclusivamente por uma modalidade. O caminho mais eficiente é priorizar o planejamento preventivo e manter uma estrutura preparada para as demandas corretivas.

Um programa de manutenção bem organizado contribui para melhorar a segurança, preservar o patrimônio, organizar as despesas e reduzir a ocorrência de situações emergenciais.

Nesse processo, o síndico pode contar com o apoio de uma administradora para organizar rotinas, documentos, fornecedores e informações relacionadas à gestão do condomínio. A administradora não substitui o síndico, mas pode atuar como parceira para tornar a gestão mais organizada e facilitar o acompanhamento das diferentes demandas do condomínio.

Uma administração preparada para os desafios do condomínio

Uma boa administração de condomínios vai além do acompanhamento das rotinas do dia a dia: ela envolve planejamento, organização e atenção constante às necessidades do empreendimento. 

A Administradora CASA trabalha em parceria com o síndico para oferecer suporte especializado e contribuir para uma gestão mais eficiente, transparente e segura. Com experiência e soluções que facilitam diferentes processos da administração, a CASA ajuda o síndico a ter mais tranquilidade para conduzir o condomínio. Quer contar com esse suporte na gestão? Solicite uma proposta para o seu condomínio.

Você também irá gostar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *